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Afinal, adesivar o carro com propaganda política pode afetar o seguro?

A partir de 16 de agosto, as ruas ganham as cores da propaganda eleitoral de 2026. Motoristas estão autorizados a adesivar o próprio carro ou usá-lo em atividades de campanha, mas antes de "vestir a camisa" do seu candidato, vale entender um detalhe que passa batido pela maioria: isso pode comprometer a cobertura do seu seguro.

25 de ago de 2026 4 min de leitura
Afinal, adesivar o carro com propaganda política pode afetar o seguro?

Segundo a Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), a avaliação de risco de uma apólice de seguro auto é baseada no perfil habitual de circulação do motorista. Quando o carro passa a ser usado para transporte de material de campanha, deslocamento de equipes de militância ou apoio logístico a candidatos, esse perfil muda — e a seguradora precisa saber disso.

Keila Farias, vice-presidente da Comissão de Seguro Auto da FenSeg, é direta sobre o ponto:

Caso o automóvel passe a ser utilizado para transporte de materiais, deslocamento de equipes, instalação de equipamentos de som ou outras atividades relacionadas ao processo eleitoral, essa alteração de perfil de uso precisa ser informada à seguradora

Ou seja: o adesivo em si raramente é o problema. O problema é a mudança de uso não comunicada.

O que pode ser considerado aumento de risco

Práticas comuns durante o período eleitoral podem ser interpretadas pelas seguradoras como aumento de risco, entre elas:

  • Maior exposição a acidentes por mudança de rotina e circulação

  • Maior exposição a atos de vandalismo, já que veículos identificados com um candidato ou partido ficam mais visados

  • Danos causados pela própria adesivagem ou plotagem, que em geral não fazem parte da cobertura padrão da apólice

Se o veículo sofrer um sinistro como roubo, furto ou colisão, nessas condições, sem que a mudança de uso tenha sido informada, a seguradora pode negar a indenização.

O que fazer antes de adesivar o carro

Antes de colar qualquer material de campanha maior no veículo, o caminho mais seguro é simples:

  1. Fale com sua corretora antes, não depois. Explique como o carro vai ser usado durante o período eleitoral.

  2. Peça um endosso na apólice, se necessário. É esse documento que formaliza a mudança de uso junto à seguradora.

  3. Respeite o limite legal do adesivo (0,5 m²) — propagandas maiores, que criam efeito visual de outdoor, também podem ser consideradas irregulares pela Justiça Eleitoral, independentemente da questão do seguro.


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